
"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida".
Vinícius de Moraes
o pior cego é aquele que não quer ver




Mais uma vez Philip Yancey superou as minhas expectativas com relação a um de seus livros. O Jesus que eu nunca conheci realmente faz juz ao título que recebe, e apresenta um Jesus que a cristandade pouco conhece. A sinceridade de Yancey em questionar a sua própria tradição é o ponto alto do livro, que nasceu de um estudo minuncioso e sem pré-conceitos dos evangelhos. Buscando referencias nas três principais tradições envolvidas - católica, protestante e judaica - ele descreve o seu pensamento com ilustrações excelentes, frases precisas e muito bem construídas. Ao ler este livro percebemos que a maior parte dos cristãos preferiu o lado dos fariseus ao de Jesus, embora argumentem exatamente o contrário.
Sensacional. O livro tem um estilo totalmente próprio, realmente digno de uma obra prima. A história de Werther é subentendida pelo leitor a partir da leitura das cartas que este personagem escreve para seu amigo Wilhem. É incrível como aos poucos o leitor vai mergulhando na personalidade do pobre Werther, até o ponto de conhece-lo tão bem quanto o seu melhor amigo. É Nesta hora que Goethe faz a maldade: aproveita o nosso momento de fragilidade para estraçalhar-nos com a frieza dos fatos. Nas últimas 40 páginas o leitor é praticamente possuído pela história e não consegue parar de ler até que tenha terminado o livro.

